Como uma autor ira registrar a sua produção científica: os três ISSN

Psiu do Aldo Barreto

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O ISSN é um número padrão composto de oito dígitos, precedido pelo prefixo ISSN, atribuído a uma publicação seriada pela Rede ISSN.

O ISSN (International Standard Serial Number) é um número de identificação única, internacionalmente reconhecido para publicações seriadas que, uma vez atribuído, torna-se um atributo individual do título pelo tempo que for editado, sob um determinado título.

Mas hoje uma publicação pode ter 3 números de ISSN: um para o periódico impresso, outro para sua versão online e outro de ligação entre os dois anteriores. A questão é importante e já recebeu atenção da ISO e do Centro Internacional do ISSN.

A solução encontrada foi o ISSN-L, um número designado pela rede ISSN para agrupar diferentes versões de um único recurso periódico (continuing resource). A norma ISO 3297:2007 atualiza a 3297:1998, descrevendo também o mecanismo do ISSN-L, chamado ISSN de ligação (linking ISSN) que garante a associação entre diferentes números de ISSN de um mesmo título.

A revista Ciência da Informação, por exemplo, recebe o ISSN-L 0100-1965, ao qual estão associados dois ISSN: o de n. 0100-1965 (versão impressa) e 1518-8353 (versão eletrônica). Por outro lado, a necessidade de números diferentes para versões diferentes do mesmo título tem relação não só com o controle do estoque e da circulação de bens culturais, mas também com aspectos legais do direito autoral, já que cada formato de uma mesma obra recebe proteção separada, podendo ter proprietários distintos. Os periódicos e as bases de dados nacionais como o Currículo Lattes e o Qualis de periódicos levarão ainda algum tempo para se adaptar ao ISSN-L, que cria a necessidade de novos metadados e outros mecanismos.

O centro Nacional do ISSN, no Brasil, especialista no tema no Brasil, informa que a atribuição do ISSN para a revista impressa e de outro para a revista eletrônica é uma norma internacional. Aliás, é importante ressaltar que o ISBN ( para livros) também utiliza o mesmo procedimento, existem ISBNs diferentes para cada tipo de suporte de uma mesma obra. Uma obra em meio eletrônico tem maior visibilidade do que uma obra em suporte impresso.

Esse fato pode gerar uma tendência do autor usar o ISSN eletrônico ao registrar sua produção nas agências de fomento e currículos eletrônicos.

Parece haver um consenso dos estudiosos do assunto de que: 1) Nas condições atuais, nas quais não temos qualquer indicação de solução ou recomendação por parte das agências de fomento e ao qualis, cabe ao pesquisador escolher a indicação do ISSN que melhor atenda às suas necessidades. Teria que averiguar se existe diferenças na pontuação de qualidade entre a publicação impressa e eletrônica da revista. 2) Caberá à Agência Nacional do ISSN no Brasil articular com as agências de fomento ações de forma a harmonizar esta nova condição e divulgar a existência dos três ISSN para um mesmo periódico.

qui, 04/11/10 por leopoldovaz | categoria Ciência & Informação

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