Resumo

Introdução: Em autonomia, auto tem o significado “de si mesmo”, já nomos exprime o sentido de lei, podendo ser entendida sob o ponto de vista moral – ou seja, sentimento de obrigatoriedade -, como para Kant, Piaget e La Taille, ou ética – enquanto expressão visando à boa vida – como para Paulo Freire, Nietzsche e Camus. Ao passo que as ações tomadas no jogo se pautam em uma ética própria de quem atua – já que se constitiui como um fenômeno complexo permeado pela expressão da subjetividade de cada um -, a compreensão e o estímulo por parte dos treinadores devem estar vinculado a uma perspectiva ética da autonomia. Objetivo: Dessa forma, o objetivo foi perceber como o conceito de autonomia no processo de ensino-aprendizagem é estimulado e/ou desenvolvido pelos treinadores. Metodologia: O trabalho se fundamenta em uma pesquisa qualitativa de cunho exploratório que terá como base a entrevista semiestruturada e recorrente de 3 treinadores e 2 treinadoras, sendo dois de categorias iniciais de futebol e dois de categorias de especialização no futebol, atrelado a aplicação de dois questionários – um epistêmico-pedagógico e outro psicológico. Foi feita uma análise de conteúdo das entrevistas e, posteriormente, uma triangulação com todos os dados. Resultados: A partir dos resultados obtidos, guiamos nossa analise a partir do inatismo, empirismo e interacionismo. Dessa forma, ao triangular os dados observamos, apesar de uma alta aderência ao método interacionista – com a instituição de jogo -, uma tendência empirista desses treinadores, na materialização da construção de comportamentos específicos que os jogadores devem expor no jogo, desconsiderando sua imprevisibilidade e a necessidade de compreender a lógica do jogo para agir corretamente. Conclusões: Assim sendo, entende-se que a autonomia não é desenvolvida em completude, uma vez que o empirismo denota uma visão moralizante – e não ética - do treinador no que tange o jogo

Acessar