Resumo

O esporte de modo geral é tido por Marchi Junior (2015) como um fenômeno mundial popularizado por sua profissionalização e espetacularização, o que torna atletas das mais diversas modalidades produtos comercializáveis que tem seu valor atrelado de maneira direta com o que podem ofertar em troca. Diante da espetacularização do futebol, evidenciado pelas grandes cifras presentes nas negociações de atletas e até mesmo dos direitos econômicos relacionados a transmissão de jogos como foi visto na venda dos direitos das Copas Libertadores e Sul-americana pelo período de 2023-2026, que gerou cerca de R$ 7,8 bilhões a Conmebol (Mattos, 2022), o marketing esportivo se apresenta como peça fundamental para entidades, clubes e atletas que buscam usufruir do aumento no uso das mídias sociais para se conectar com o torcedor e promover suas marcas. No entanto, Azevedo (2021) afirma que apesar de empresas estarem aumentando o patrocínio para equipes esportivas e atletas, o futebol feminino ainda é visto como um investimento secundário e possui uma subvalorização de seus patrocínios avaliada em cerca de US $1,2 bi. Tal visão vem se alterando nos últimos anos tendo em vista que o futebol feminino tem gerado um retorno financeiro expressivo aos clubes, muito devido ao aumento de público e consequentemente de patrocinadores, como evidenciado na receita exclusiva de patrocínios do time feminino do Palmeiras, que chegou a R$ 13 milhões, em 2022 e pelo aumento nas premiações do Campeonato Brasileiro Feminino de 2024 que chegará a R$ 1,5 milhões para a equipe campeã (Assessoria CBF). Objetivo: Compreender o uso das principais mídias sociais da atualidade, segundo a revista Forbes (2023): Instagram e TikTok, por atletas campeãs do Sul-Americano de Futebol Feminino Sub-20 disputado em 2022 e relacioná-lo com a existência de patrocinadores esportivos direcionados a marca pessoal das atletas, evidenciando um aumento na profissionalização do futebol feminino e do uso das mídias por estas atletas.

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