Resumo

A desigualdade social é evidente na sociedade brasileira, uma realidade também refletida no esporte. Esta pesquisa tem como objetivo examinar a representação étnico-racial de jogadores de futebol, treinadores e assistentes técnicos na principal liga masculina brasileira (Série A). O estudo adota uma abordagem qualitativa e emprega um processo de heteroidentificação com 1.062 jogadores de futebol, 20 treinadores e 45 assistentes técnicos. Os resultados revelam que 53,3% dos jogadores de futebol são negros e 31,7% são brancos. Em relação aos treinadores, 90% são brancos, e os 10% restantes não puderam ser classificados adequadamente, indicando uma falta de treinadores negros na elite do futebol masculino brasileiro e destacando sua sub-representação no esporte. Esta pesquisa ressalta a importância de examinar os vários atores envolvidos no esporte a partir de uma perspectiva étnico-racial para desenvolver medidas e políticas voltadas ao combate à desigualdade racial no campo.

Acessar