A visibilidade midiática da seleção brasileira feminina de voleibol, durante o ciclo olímpico de Pequim 2008, pelo jornal a folha de São Paulo
Por Wanderley Marchi Júnior (Autor), Alessandra Weiss Ferraz de Oliveira (Autor), Luiz Andre Kletemberg de Oliveira (Autor).
Resumo
A partir dos anos de 1980, com a ascensão do voleibol masculino, o voleibol feminino também emergiu na mídia, embora sem igual visibilidade (GOMES, 1998, p. 36). Entretanto, em 2008, a conquista da medalha de ouro pela equipe feminina nos Jogos Olímpicos de Pequim marcou uma mudança significativa, promovendo a atenção dos fãs e da mídia esportiva (MARTINS, 2010, p. 104). A análise da cobertura midiática da trajetória da Seleção Brasileira de Voleibol Feminino (SBVF) entre 2004 e 2008 é importante para compreender as intersecções entre comunicação e esporte. A mídia não apenas molda a percepção pública dos eventos esportivos, mas também influencia as narrativas e reputações (VOLOCH, 2008, p. 1). A SBVF foi uma das pioneiras no destaque do esporte feminino na mídia brasileira, contribuindo para o crescente interesse pelo segmento, no entanto, a cobertura midiática frequentemente marginalizava o esporte feminino, reforçando estereótipos de gênero e tratando-o como apêndice do masculino (SILVA, 2003, p. 243). Nesse contexto, surge a questão central: como a Folha de São Paulo (FSP) retratou a SBVF durante o ciclo olímpico de Pequim 2008? O caderno esportivo da FSP detém prestígio entre os leitores, sendo considerado um dos mais lidos, especialmente durante grandes eventos esportivos, isso confere à editoria esportiva a capacidade de influenciar o comportamento e a opinião do público (GABRIEL, 2015). Portanto, essa escolha se justifica pela capacidade do caderno esportivo da FSP de influenciar os leitores em relação ao esporte e aos protagonistas desse cenário, durante o período circunscrito.