Aproximações entre educação física e teoria atorrede: um olhar para a agência dos não-humanos
Por Lucas Gilberto Barbosa (Autor), Diego de Sousa Mendes (Autor).
Resumo
A virada não-humana que se efetiva principalmente ao final do século XX nas humanidades e nas ciências sociais reivindica um pensamento não antropocêntrico, ampliando a análise aos não-humanos (objetos, coisas, outros animais etc.). Dessa forma, propõe que levemos em conta, em uma análise sócio-materialista, todos os atores que modificam as relações que compõe uma cena social, saindo do foco apenas nos humanos (SALGADO, 2018). Uma vertente que faz parte dessa transformação, particularmente no modo de entender o social, é a Teoria Ator-Rede (TAR) – entendida como uma proposta teórico-metodológica para seguir associações variadas. A TAR foi formulada dentro dos estudos sociais em ciência e tecnologia e sofreu influências do programa forte em sociologia de David Bloor.