Resumo

A presente tese está inserida no Programa de Pós-Graduação em Educação, na Linha Teoria Marxista, Pedagogia Socialista, Educação Física, Esporte da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia. Trata do Esporte e delimitou como objeto de investigação a política, em especial, as disputas travadas no interior das três Conferências Nacionais de Esporte (2004, 2006, 2010) e, do conhecimento sobre política do esporte produzido em dissertações e teses entre o período dos anos 1996 a 2011. A pergunta síntese respondida pela investigação foi quais as contradições na política de esporte no Brasil que se expressam a partir do governo Luís Inácio Lula da Silva, nas conferências nacionais de esporte, na produção do conhecimento (dissertações e teses)? Quais as tendências da política de esporte e, quais as possibilidades de superação dessas contradições, considerando as condições objetivas e subjetivas da classe trabalhadora nesse momento de transição do modo de produção? A hipótese de trabalho confirmada na investigação é que no modo de produção capitalista, em sua fase imperialista, onde as forças produtivas pararam de crescer, novos mecanismos de organização do Estado e da política são engendrados, intensificando a contradição entre capital e trabalho, verificáveis nas conferências nacionais do esporte e na produção do conhecimento. Em particular, na política do esporte, expressa pela contradição entre o esporte para poucos, na forma de domínio/detenção dos meios de produção e reprodução e, o esporte para todos, na forma de socialização, universalização, democratização dos meios de produção e reprodução desse patrimônio cultural da humanidade e direito social. A explicação das contradições entre Capital-Trabalho, acirradas no Governo de Luiz Inácio Lula da Silva possibilitaram apontar tendências e possibilidades para a política de esporte no Brasil, compreendidas como importantes no processo de transição para o modo de produção comunista, sendo este o objetivo central atingido na presente investigação. Defendemos, portanto, a partir de uma analise rigorosa dos documentos e das referencias bibliográficas que a política do esporte no Brasil é decorrente de determinações econômicas, expressa na forma do esporte mercadoria resultante da apropriação privada dos meios de produção que se choca com as reivindicações da classe trabalhadora expressas na forma do esporte patrimônio cultural da humanidade e direito social – apropriação coletiva dos meios de produção, reivindicações estas inclusas enquanto reivindicações imediatas num programa de transição ao comunismo.

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