Associação entre autopercepção de saúde e indicadores de ensino remoto, atividade física e saúde mental em estudantes de Educação Física durante a pandemia de COVID-19
Por Andréa Kruger Gonçalves (Autor), Maria Eduarda dos Santos Prass (Autor), Enrique Gonçalves Araújo (Autor), Victor Stake Mussi (Autor), Mariah Victória da Silva Borba (Autor).
Resumo
Com a suspensão das aulas presenciais durante a pandemia de COVID-19, o Ensino Remoto Emergencial (ERE) foi adotado nas universidades federais. Este estudo teve como objetivo investigar aspectos sociodemográficos, acesso à tecnologia, prática de atividade física, saúde biopsicossocial e vivências relacionadas à COVID-19 em estudantes de Educação Física da UFRGS e UFPel. Adotou-se delineamento transversal, com survey eletrônico aplicado a 269 acadêmicos de Licenciatura e Bacharelado. A variável central foi a autopercepção de saúde em comparação ao período pré-pandemia, a partir da qual foram definidos três grupos (Pior, Igual, Melhor). A análise utilizou estatística descritiva e qui-quadrado de Pearson (p≤0,05). Os resultados indicaram que o grupo Pior apresentou piores indicadores de ensino remoto, prática de atividade física e saúde mental, incluindo ansiedade, depressão e cansaço. Apesar do acesso à internet e dispositivos, os estudantes relataram dificuldades de conexão e baixa interação. Conclui-se que a pandemia impactou de forma heterogênea a formação e a saúde dos acadêmicos, reforçando a necessidade de apoio institucional em tecnologia, atividade física e saúde mental.
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