Autodeterminação para a prática de exercício físico: uma análise comparativa entre universitários ativos e inativos de Santa Catarina
Por Eduarda Eugenia Dias de Jesus (Autor), Pedro Jorge Cortes Morales (Autor).
Resumo
No contexto universitário, em que existem desafios como a demanda elevada de estudos e as transições de rotina, entender a autodeterminação para a prática de exercício físico é crucial para o desenvolvimento de programas direcionados a esse público. Diante desse contexto, este estudo teve como objetivo comparar a autodeterminação para a prática de exercício físico entre universitários de Santa Catarina ativos e inativos. O estudo é transversal. Participaram 322 estudantes do ensino superior em Santa Catarina. Foi aplicado dois questionários validados para detectar a autodeterminação para o exercício. Não houve normalidade dos dados, por isso foi analisada a diferença entre os grupos (Praticantes; NP-não praticantes) pelo teste de Mann-Whitney. Nos resultados, há uma diferença significativa em todas as necessidades psicológicas básicas (p<0,000) revelando valores de mediana maiores para as necessidades de autonomia [P: 3,75 (3; 4,5); NP: 2 (1,25; 3)], competência [P: 4 (3,25; 4,75); NP: 2 (1,25; 2,75)] e vínculo social [P: 4 (3; 4,75); NP: 2,25 (1,25; 3,5)] em universitários que praticam exercício físico ao comparar com os que não praticam. Houve diferença significativa em todas as regulações motivacionais (p<0,00). Foi concluído que os universitários ativos apresentam mais autodeterminação ao comparar com os universitários inativos.