Ciência aberta na atividade física e saúde: uma chamada para transparência, colaboração e compartilhamento
Em Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde - RBAFS v. 29, 2024.
Resumo
A ciência aberta vem sendo disseminada e discutida de forma crescenteem diferentes áreas do conhecimento. Embora o movimento seja dignode celebração, é necessário refletir sobre as perspectivas e desafios para a implementação da ciência aberta em estudos com atividade física e saúde. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) define ciência aberta como um conceito inclusivo que combina movimentos e práticas para promoção de: (1) conhecimento científico aberto, multilíngue e reutilizável; (2) colaborações científicas com compartilhamento de informações para benefício da ciência e da sociedade; e (3) abertura dos processos científicos a diferentes segmentos da sociedade, para além da comunidade científica tradicional1. A valorização dessas iniciativas é evidente, com órgãos internacionais de financiamento em pesquisa adaptando suas políticas de financiamento para valorizar práticas abertas e transparentes nas diretrizes de avaliação e condução de novos projetos2-4. No Brasil, nota-se a popularização das publicações em periódicos com acesso livre, ou seja, sem cobrança de taxas para a leitura, como uma ação em prol da ciência aberta. No entanto, a cultura de ciência aberta envolve também promover a diversidade, transparência, colaboração e envolvimento público. Este editorial visa estimular que a comunidade de pesquisadores em atividade física assuma a responsabilidade de uma ciência com processos e entregas mais significativos à sociedade.