Corpo, território e resistência: práticas corporais e pedagogias contra-hegemônicas em contextos periféricos
Por Juliano Batista Romualdo (Autor).
Resumo
Este artigo discute o potencial pedagógico, ético e político das práticas corporais que emergem em territórios periféricos urbanos, analisando-as como formas de resistência sociocultural, construção identitária e produção de saberes corporificados. A partir de uma abordagem qualitativa, fundamentada na pesquisa colaborativa e ancorada nas epistemologias do Sul, buscou-se compreender como manifestações como a dança do passinho, o futebol de várzea, a capoeira e o skate operam como pedagogias contra-hegemônicas. Os dados foram produzidos por meio de pesquisas e trabalhos disponíveis na literatura sistematicamente. Os resultados indicam que tais práticas corporais desafiam os discursos hegemônicos e reivindicam o reconhecimento de saberes que se constroem, contribuindo para a ampliação do campo em direção a uma perspectiva crítica, inclusiva e decolonial. Conclui-se que incorporar essas experiências ao debate acadêmico é fundamental para a consolidação de uma Educação Física comprometida com a justiça social, o pluralismo epistêmico e a valorização dos corpos historicamente silenciados.
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