Corpos negros em movimento: educação física, antirracismo e decolonialidade na escola
Resumo
A escola é um espaço-tempo de aprendizado, reflexão, troca e interação e, nesse caminho, torna-se um potente território de (re)produção cultural. Como ambiente formativo, busca instrumentalizar os(as) escolares para a vida — dentro e fora de seus muros — e, nesse processo, a Educação Física se mostra um campo fértil para ampliar olhares e compreensões sobre os sujeitos e as práticas que compõem o mundo. Nesse entremeio, ética e estética, enquanto dimensões formativas, precisam ser potencializadas em suas pluralidades. Vago (2009) defende que a Educação Física deve ser compreendida como prática cultural e histórica, capaz de contribuir para a formação dos sujeitos por meio de experiências corporais significativas, conectadas às diversas realidades. Isso exige romper com a lógica colonizadora e com o currículo monocultural ainda presente na escola e que se manifesta também nas experiências com a dança na aula de Educação Física. Este trabalho tem como objetivo refletir sobre a importância da inclusão sistemática das práticas culturais negras no ensino da dança nas aulas de Educação Física, compreendendo-as como dimensões éticas e estéticas fundamentais para a construção de um currículo decolonizador, que valorize a diversidade, enfrente o racismo e promova uma educação mais justa, sensível e representativa.