Descarregamento cognitivo, IA Generativa e currículo cultural: o silenciamento das práticas corporais dos grupos marginalizados na Educação Física
Por Maria Beatriz Fernandes Leandro (Autor), Marcelo Sabbatini (Autor).
Em 49º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação - Intercom
Resumo
Práticas corporais populares carregam memória, território e resistência, mas essas dimensões tendem a desaparecer quando um algoritmo assume o planejamento pedagógico. O ensaio examina esse problema a partir de três bases. A primeira é a literatura sobre descarregamento cognitivo e metacognição. A segunda é a crítica decolonial às tecnologias digitais. A terceira reúne o currículo cultural da Educação Física (Neira; Nunes, 2009) e a teoria da Folkcomunicação (Beltrão, 1980). O argumento sustenta que a delegação do planejamento à IA tende a silenciar saberes corporais de grupos marginalizados por meio de cinco operações. São elas a folclorização, a esportivização, a invisibilização, a hierarquização e a descontextualização. Uma seção adicional examina como os modelos de linguagem capturam e reduzem a subjetividade das práticas populares. As considerações finais apontam caminhos para um uso crítico da ferramenta na formação docente e uma agenda de pesquisa para a Folkcomunicação