Diálogos na II macrorregional de saúde sobre parentalidade positiva: uma proposta de intervenção
Por Carolinne Padilha Galvão (Autor), Rhaíza Victória Feitoza Pires Cabral (Autor), Jacqueline Travassos de Queiroz (Autor).
Parte de Residência Intersetorial em Primeira Infância . páginas 171 - 181
Resumo
A primeira infância período que vai do nascimento até os seis anos de idade, é considerada uma janela de oportunidades para a saúde, o aprendizado, o desenvolvimento e o bem-estar social e emocional das crianças (Altafim, s.d.). É um ponto crucial para abordagem da parentalidade positiva, sendo nessa fase que ocorrem os principais desenvolvimentos emocionais, cognitivos e sociais da criança (Shonkoff, 2000). Além disso, a qualidade das interações com os cuidadores influencia diretamente a formação da personalidade, a regulação emocional e, até mesmo, as conexões cerebrais da criança (Bowlby,1990). Promover o bem-estar e a saúde de crianças pequenas é um dos pilares dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para 2030. Dessa maneira, o conceito de cuidado integral tem sido utilizado para sintetizar a soma de ações necessárias para assegurar o desenvolvimento adequado nos primeiros anos de vida (OMS, 2018). Segundo o modelo de Atenção e Cuidado Integral (Nurturing Care), as crianças precisam de cinco componentes inter-relacionados e indivisíveis de cuidado: boa saúde, nutrição adequada, segurança e proteção, cuidados responsivos e oportunidades de aprendizado (Altafim, s.d.).