Efeitos agudos de interrupções do tempo sentado com exercício isométrico na cognição de adultos saudáveis
Por Gustavo Oliveira da Silva (Autor), Juliana Ferreira de Carvalho (Autor), Paolo Marcello Cunha (Autor), Gabriel Grizzo Cucato (Autor), Hélcio Kanegusuku (Autor), Marilia de Almeida Correia (Autor).
Em Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde - RBAFS v. 29, 2024.
Resumo
Este estudo teve como objetivo analisar os efeitos agudos de diferentes estratégias de interrupções do tempo sentado na cognição de adultos saudáveis. Doze adultos jovens e fisicamente inativos (8 mulheres, 28 ± 9 anos; 25,10 ± 4,90 kg/m2) realizaram três sessões de 3 horas de duração em ordem randomizada: 2-min de interrupção com exercício isométrico de extensão de joelho a 30% a contração voluntária máxima a cada 30 min; 2-min de interrupções com caminhada de leve intensidade a cada 30 min; tempo sentado sem interrupções. Os testes de Stroop e Eriksen-Flanker foram utilizados para medir a cognição antes e depois das sessões experimentais. Equações estimadas generalizadas foram utilizadas para analisar as respostas da cognição. Os dados estão apresentados em média ± desvio padrão. O tempo de reação da fase congruente do teste de Stroop diminuiu após todas as sessões (Isométrico: 1,56 ± 0,20s Pré vs 1,49 ± 0,12s Pós; Caminhada: 1,67 ± 0,22s Pré vs 1,54 ± 0,19s Pós; Controle: 1,69 ± 0,24s Pré vs 1,59 ± 0,26s Pós; p = 0,044). Não houve efeitos significantes para a fase incongruente do teste de Stroop, para o efeito Stroop ou para o teste de Eriksen-Flanker (p > 0,05 para todos). Em conclusão, interrupções do tempo sentado com caminhada ou exercício isométrico não melhoram agudamente a cognição de adultos saudáveis.