Resumo

Este estudo teve como objetivo analisar os efeitos agudos de diferentes estratégias de interrupções do tempo sentado na cognição de adultos saudáveis. Doze adultos jovens e fisicamente inativos (8 mulheres, 28 ± 9 anos; 25,10 ± 4,90 kg/m2) realizaram três sessões de 3 horas de duração em ordem randomizada: 2-min de interrupção com exercício isométrico de extensão de joelho a 30% a contração voluntária máxima a cada 30 min; 2-min de interrupções com caminhada de leve intensidade a cada 30 min; tempo sentado sem interrupções. Os testes de Stroop e Eriksen-Flanker foram utilizados para medir a cognição antes e depois das sessões experimentais. Equações estimadas generalizadas foram utilizadas para analisar as respostas da cognição. Os dados estão apresentados em média ± desvio padrão. O tempo de reação da fase congruente do teste de Stroop diminuiu após todas as sessões (Isométrico: 1,56 ± 0,20s Pré vs 1,49 ± 0,12s Pós; Caminhada: 1,67 ± 0,22s Pré vs 1,54 ± 0,19s Pós; Controle: 1,69 ± 0,24s Pré vs 1,59 ± 0,26s Pós; p = 0,044). Não houve efeitos significantes para a fase incongruente do teste de Stroop, para o efeito Stroop ou para o teste de Eriksen-Flanker (p > 0,05 para todos). Em conclusão, interrupções do tempo sentado com caminhada ou exercício isométrico não melhoram agudamente a cognição de adultos saudáveis.

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