Resumo

O estudo investigou os efeitos de um programa de exercícios físicos nas habilidades motoras e nos níveis de atividade física de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Métodos: Quarenta e nove crianças, com idades entre 8 e 10 anos, foram aleatoriamente distribuídas em um grupo de exercícios (GE; n = 29) e um grupo controle (GC; n = 20). O GE participou de um programa de 16 semanas, com três sessões semanais de 50 minutos, incluindo exercícios aeróbicos e de força. As habilidades motoras foram avaliadas pelo Teste de Desenvolvimento Motor Grosso-2, e a atividade física por acelerometria, antes da intervenção, após 8 e 16 semanas. Os dados foram analisados por Equações de Estimativa Generalizadas e testes post-hoc de Bonferroni (α = 0,05). Resultados: Completaram a intervenção 39 crianças. Os resultados mostraram que o GE obteve escores mais altos em relação às habilidades motoras em comparação com o GC após a intervenção. Além disso, melhorias significativas nas habilidades motoras foram observadas no GE da semana 0 para a semana 8 e da semana 8 para a semana 16, sem alterações ao longo do tempo no GC. O GC apresentou redução nos níveis de atividade física da semana 0 para a semana 8, enquanto o GE manteve-se ativo. Conclusão: Crianças com TEA se beneficiaram do programa de exercícios físicos, apresentando melhorias nas habilidades motoras e manutenção dos níveis de atividade física. Programas de exercícios devem ser utilizados para promover a inclusão, reduzindo disparidades no acesso à atividade física e seus benefícios associados.

Acessar