Efeitos de um programa de exercício físico em crianças com Transtorno do Espectro Autista
Por Bruna Barboza Seron (Autor), Thábata Viviane Brandão Gomes (Autor), Werner de Andrade Müller (Autor), Gabriele Radünz Krüger (Autor).
Em Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde - RBAFS v. 31, 2026.
Resumo
O estudo investigou os efeitos de um programa de exercícios físicos nas habilidades motoras e nos níveis de atividade física de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Métodos: Quarenta e nove crianças, com idades entre 8 e 10 anos, foram aleatoriamente distribuídas em um grupo de exercícios (GE; n = 29) e um grupo controle (GC; n = 20). O GE participou de um programa de 16 semanas, com três sessões semanais de 50 minutos, incluindo exercícios aeróbicos e de força. As habilidades motoras foram avaliadas pelo Teste de Desenvolvimento Motor Grosso-2, e a atividade física por acelerometria, antes da intervenção, após 8 e 16 semanas. Os dados foram analisados por Equações de Estimativa Generalizadas e testes post-hoc de Bonferroni (α = 0,05). Resultados: Completaram a intervenção 39 crianças. Os resultados mostraram que o GE obteve escores mais altos em relação às habilidades motoras em comparação com o GC após a intervenção. Além disso, melhorias significativas nas habilidades motoras foram observadas no GE da semana 0 para a semana 8 e da semana 8 para a semana 16, sem alterações ao longo do tempo no GC. O GC apresentou redução nos níveis de atividade física da semana 0 para a semana 8, enquanto o GE manteve-se ativo. Conclusão: Crianças com TEA se beneficiaram do programa de exercícios físicos, apresentando melhorias nas habilidades motoras e manutenção dos níveis de atividade física. Programas de exercícios devem ser utilizados para promover a inclusão, reduzindo disparidades no acesso à atividade física e seus benefícios associados.