Esportes com raquetes e autismo: uma experiência prática no projeto de extensão
Por Vinicius Manoel da Silva Oliveira (Autor), Júlia Oliveira Moreira (Autor), Magda Jaciara de Andrade Araújo (Autor).
Em Seminário de Formação esporte e teoria histórico culrural
Resumo
A extensão universitária desempenha papel importante no processo formativo do estudante, pois possibilita vivências reais que fortalecem sua qualificação profissional e estabelecem contribuição efetiva à comunidade. Esse elo entre teoria e prática amplia a compreensão do futuro profissional sobre sua área de atuação e reforça o compromisso social da universidade. Nesse contexto, a partir de um curso de extensão da Universidade Adventista de São Paulo, surgiu uma proposta de intervenção para promover esportes de raquete adaptados à crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O objetivo foi relatar a organização e a execução do projeto, destacando desafios, soluções construídas e impactos observados tanto nas crianças quanto nos acadêmicos voluntários. Desenvolvimento: A intervenção ocorreu no primeiro semestre de 2025, com quatro encontros em um mês, realizados em ambiente seguro e adaptado. Participaram seis crianças, entre 6 e 16 anos, encaminhadas pela Associação de Mães e Amigos do Autista de Hortolândia. As aulas foram conduzidas por graduandos de Educação Física que atuaram voluntariamente. A metodologia centrou-se em atividades lúdicas e adaptadas que estimularam a exploração de raquetes e bolas e a prática de tênis, badminton, tênis de mesa e tênis de praia, favorecendo tanto o aprendizado das modalidades quanto a socialização. Os encontros foram registrados em relatórios qualitativos, que permitiram analisar o envolvimento dos alunos, suas dificuldades e progressos. Recomendações: Os resultados mostraram que os esportes de raquete, quando adaptados e acompanhados por planejamento pedagógico adequado, contribuem para o desenvolvimento motor, cognitivo e social de crianças com TEA. Além disso, a experiência reforçou a relevância da extensão universitária como espaço de aprendizagem significativa, permitindo que os acadêmicos ampliassem sua compreensão sobre inclusão e valorizassem o papel transformador da Educação Física na comunidade.