Estimação por modelação e simulação músculo-esquelética das cargas internas articulares nos membros inferiores para diferentes contramovimentos verticais
Por Carlos Manuel Barbosa Rodrigues (Autor), Miguel Correia; João Abrantes (Autor), Marco Rodrigues (Autor), Jurandir Nadal (Autor).
Em XXI Congresso de Ciências do Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa
Resumo
Os contramovimentos consistem num movimento no sentido oposto ao pretendido, utilizado como forma de potenciação nas ações máximas e de eficiência do movimento em ações submáximas.Nos membros inferiores (MI) o contramovimento pode ser observado nas impulsões verticais em várias modalidades desportivas com objetivo bem definido correspondente à elevação máxima do centro de massa corporal e a acessibilidade de avaliação com recurso a medições não invasivas.O objetivo deste estudo consiste na avaliação do controlo neuromuscular correspondente à comparação dos momentos de força articulares em cada tipo de contramovimento e articulação dos MI responsáveis pelas diferenças de desempenho em cada tipo de contramovimento.Os dados foram coletados a partir de um conjunto de 54 ensaios com o protocolo CAE200903 aprovado pelo conselho científico local, com três repetições em saltos com contramovimento longo (CMJ), contramovimento curto (DJ) e sem contramovimento (SJ) realizados por uma amostra de seis estudantes de educação física e desporto sem lesões conhecidas ou treino específico, com idades 21,5±1,4 anos, massa 76,7±9,3 kg e altura 1,79±0,06m.Foram usadas marcas refletoras nas articulações das ancas, joelhos, tornozelos e dedos dos pés e recolhidas durante os ensaiosimagens com duas câmaras JVC GR-DVL9800 a 100Hz e forças e momentos de reação do solo a 1000Hz com plataforma de força AMTI modelo BP2416-4000 CE.Foram implementados modelos personalizados a cada sujeito e realizada a dinâmica inversa com recurso ao sistema OpenSim 4.5 e o modelo computacional tridimensional com 23 graus de liberdade e 92 atuadores músculo-tendinosos.Os resultados obtidos na comparação dos momentos de força articulares permitiram detetar diferenças estatisticamente significativas (p<0,05) entre ambos os lados, as diferentes articulações e contramovimentos.Os momentos de força articulares apresentam-se assim como representativos do controlo neuromuscular com potencial explicativo das diferenças de desempenho entre contramovimentos em sujeitos sem lesões conhecidas ou treino desportivo específico.