Estimulação precoce na primeira infância: uma experiência intersetorial na formação de cuidadores
Por Stênia Luiza Gomes Barbalho (Autor), Jacqueline Travassos de Queiroz (Autor).
Parte de Residência Intersetorial em Primeira Infância . páginas 210 - 218
Resumo
A primeira infância representa uma fase crucial para o crescimento humano, marcada por profundas mudanças nas dimensões cognitivas, emocionais, sociais e motoras. As vivências durante os primeiros anos de vida exercem uma influência duradoura na formação do indivíduo, afetando sua saúde mental, habilidades de aprendizado, criação de relacionamentos e integração social. Acrescente-se que vários estudos nos campos da psicologia, educação e saúde demonstram que esse estágio é altamente receptivo e ideal para ações que promovam um desenvolvimento completo. Nesse cenário, a estimulação precoce surge como uma estratégia de cuidado fundamental, não apenas como prevenção de atrasos, mas como uma forma de promover o potencial de cada criança, respeitando seu ritmo, contexto e singularidade. Então, a colaboração entre diferentes setores tem se revelado essencial para o desenvolvimento de políticas públicas direcionadas à infância, uma vez que nenhuma entidade consegue assegurar os direitos das crianças de forma isolada. De modo mais específico, a união dos setores de saúde, educação e assistência social possibilita a formulação de estratégias mais efetivas e coesas.