Formação para famílias acolhedoras: compreendendo comportamentos não estereotipados em crianças vítimas de violência sexual na primeira infância

Por Laís de Araújo Ribeiro (Autor), Antonia Ozana Silva Luna de Castro (Autor).

Parte de Residência Intersetorial em Primeira Infância . páginas 77 - 84

Resumo

O presente trabalho apresenta a intervenção realizada no Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora (SFA) do município de Abreu e Lima – PE, tendo como foco central as dificuldades enfrentadas por famílias acolhedoras no cuidado de crianças na primeira infância vítimas de violência sexual. A motivação para o estudo surgiu da prática profissional no SFA, na qual se observou que muitas famílias acolhedoras não estavam preparadas para reconhecer e lidar com comportamentos derivados de experiências traumáticas, especialmente os que não seguem padrões estereotipados. O SFA é uma medida de proteção especial de alta complexidade, conforme descrito na Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais de 2009. Ele se destina às crianças e adolescentes afastados do convívio familiar devido às situações de ameaça ou violação de direitos, proporcionando-lhes moradia, alimentação, cuidados e suporte emocional. A inserção dessas crianças em lares acolhedores busca minimizar os impactos da ruptura dos vínculos familiares, assegurando um ambiente mais próximo do familiar. Entretanto, quando há histórico de violência sexual, a adaptação e o cuidado demandam um olhar ainda mais atento, pois os sinais de possíveis traumas podem não ser imediatos ou estereotipados (Brasil, 2009).

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