Resumo

O movimento contínuo do pensamento participativo está acontecendo neste momento, capacitando a consciência humana para uma adequada percepção da inteireza da natureza e transcendendo a limitação do pensamento literal, que separa, entre outras coisas, os tempos interno e externo (Krishnamurti & Bohm, 1995). Dessa forma, o pensar participativo significa vivenciar o pensamento como ação sistêmica de percepção dos fenômenos no tempo em que acontecem em substituição à noção de lugar, permitindo que as pessoas experimentem a dinâmica do Ser-Movimento como manifestação da essência do movimento universal, o holomovimento (Bohm, 2007, 2008). Neste estudo, questionamos a centralidade do sujeito epistêmico, corroborando que o holomovimento sempre ocorre de modo infinito e no presente. Desse modo, não há qualquer sujeito epistêmico, porque não sou “eu” que movimento; há, sim, o Ser-Movimento manifestado pela harmonia temporal entre o ser humano e a natureza, a holomotricidade, não importando as características da manifestação. A consciência da inteireza é presente no pensamento participativo, concebendo a não linearidade das ocorrências. Como exemplificação, podemos dizer que a complexidade da natureza é semelhante ao holograma. Cada ser humano é uno, contendo a essência da natureza e projetando-se em tudo e em todos(as), com diferenças e semelhanças ao mesmo tempo. Todos(as) são projeções do universo! O esporte e os demais movimentos corporais são manifestações do Ser-Movimento, ou seja, manifestações da holomotricidade que podem estimular a exploração dos sentidos, proporcionando recuos epistemológicos e gerando reflexões em ondas “expansivas” de percepção, dada a relação entre os elementos da holomotricidade e os níveis de consciência: tempo – solo; absoluta – círculo; transcendente – espiral. A exploração dos sentidos em profundidade, sustentada pelo pensamento participativo, permite a unificação dos tempos interno e externo, projetando um estado culminante capaz de (re)conectar à consciência universal.

Acessar