Resumo

Conforme explicitam Bagnara e Boscatto (2021), o ensino médio é uma etapa da educação básica que vem sendo alvo de intensas discussões e reformulações legais no Brasil nos últimos anos, e essa premissa apresenta dificuldades para os docentes, principalmente no que concerne à compreensão das implicações disso na educação formal. Entre as possibilidades de oferta desse nível de ensino, situa-se o Ensino Médio Integrado (EMI) à Educação Profissional e Tecnológica (EPT), que teve suas origens no atual formato com a homologação do Decreto nº 5154/2004 (BRASIL, 2004). Um dos pressupostos do EMI é o desenvolvimento de um processo formativo que integre a área de formação geral com determinada área de formação técnico-profissional e vice-versa. No que concerne às possibilidades de desenvolvimento da integração curricular, Bagnara e Boscatto (2022a) escrevem que, tendo como ponto de partida os conhecimentos científicos que compõem determinado campo acadêmico-científico, é fundamental, sempre que possível e couber, promover integrações dos conhecimentos entre os componentes curriculares em, pelo menos, três níveis, interdependentes ou não: a) entre componentes curriculares da mesma área do conhecimento; b) entre componentes curriculares de diferentes áreas do conhecimento que compõem o núcleo de formação geral; e, c) entre componentes curriculares do núcleo de formação geral com os componentes da área de formação técnico-profissional. Esse relato de experiência está vinculado com a segunda premissa, pois a Educação Física (EF), situa-se na área de Linguagens, e a Biologia está situada na área de Ciências da Natureza, ambos pertencentes ao núcleo de formação geral.

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