Resumo

O artigo apresenta uma pesquisa-intervenção desenvolvida ao longo de oito aulas de Educação Física com 29 estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental, orientada pela interseccionalidade como ferramenta analítica e pedagógica. A produção dos dados envolveu diário de pesquisa e grupo focal, posteriormente analisados por meio da análise temática. A experiência pedagógica teve a Ginástica para Todos como eixo articulador, em diálogo com dança de rua e capoeira, integrando práticas corporais e momentos reflexivos. Os resultados evidenciaram manifestações de racismo estrutural e religioso no cotidiano escolar, além de desigualdades produzidas pela articulação entre raça, gênero e classe social. A experiência revelou o potencial de práticas pedagógicas interseccionais para transformar vivências de opressão em reflexões críticas, denúncias e enfrentamentos corporais. Conclui-se que tais práticas contribuem para o enfrentamento das desigualdades étnico-raciais e para a construção de pedagogias antirracistas comprometidas com justiça social, diversidade e transformação curricular. 

Referências

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