Jogos de matriz africana como prática pedagógica antirracista
Por Ubirajara Oliveira (Autor).
Resumo
Este estudo analisou as contribuições dos jogos de matriz africana para a promoção de práticas pedagógicas antirracistas na Educação Física escolar, por meio de uma revisão narrativa da literatura de abordagem qualitativa. O levantamento bibliográfico foi realizado nas bases Google Acadêmico, SciELO e Portal de Periódicos CAPES, utilizando os descritores Educação Física escolar, racismo estrutural, educação antirracista, jogos africanos e diversidade cultural. Fundamentada em uma perspectiva crítica e interdisciplinar, a análise compreendeu a escola como espaço de formação cidadã e enfrentamento das desigualdades étnico-raciais. A literatura analisada evidencia que o racismo estrutural também se manifesta no ambiente escolar, impactando negativamente estudantes negros. Nesse contexto, jogos como Ampe, Terra e Mar, Mamba e Pegue a Cauda apresentam potencial pedagógico para estimular cooperação, respeito às diferenças e participação coletiva. Mediados pelo TGfU, favorecem o protagonismo estudantil, o desenvolvimento de competências sociais, emocionais e culturais e a efetivação da Lei nº 10.639/2003.
Referências
ALMEIDA, Silvio. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019.
ARAÚJO, Jose Wagner de Lima; PAIVA, Andréa Carla de. Jogos africanos nas aulas de Educação Física: Contribuições à luz da abordagem crítico-superadora para a formação antirracista. Corpoconsciência, v.29, e20034, p.1-23, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.51283/rc.29. e20034. Acesso em: 06 jun. 2026.
BETTI, Mauro. Educação física e cultura corporal de movimento: uma perspectiva crítica. São Paulo: Movimento, 2018.
BRACHT, Valter. A educação física escolar no Brasil. Ijuí: Unijuí, 2019. E-book. Disponível em: https://app.minhabiblioteca.com.br/books/9788541902892.Acesso em: Acesso em: 06 jun. 2026.
BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394/96 para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”. Brasília, DF: Presidência da República, 2003. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/. Acesso em: 06 jun. 2026.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 06 jun. 2026.
BUNKER, David; THORPE, Rod. The curriculum model. In: RINK, Judith (org.). Teaching games for understanding. Loughborough: University of Technology, 1986.
CARDOSO, Vinicius Felipe; LISBOA JÚNIOR, Iron Martins; SOUSA, Paulianny Mirelly Gonçalves de; INÁCIO, Huberto Luis de Deus. Pedagogia do esporte e a Educação Fisica escolar: possibilidades entre o teaching games for understanding (TGfU) e o minivoleibol. Motrivivência, Florianópolis, v. 36, n. 67, p. 1-17, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.5007/2175-8042.2023.e93736. Acesso em: 06 jun. 2026.
CARNEIRO, Sueli. Dispositivo de racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento do ser. São Paulo: Zahar, 2023.
CAVALLEIRO, Eliane. Do silêncio do lar ao silêncio escolar: racismo, preconceito e discriminação na educação infantil. São Paulo: Contexto, 2023.
CORDEIRO, Alexander Magno et al. Revisão sistemática: uma revisão narrativa. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Rio de Janeiro, v. 34, n. 6, p. 428-431, 2007. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0100-69912007000600012. Acesso em: 06 jun. 2026.
DAOLIO, Jocimar. Da cultura do corpo. 17. ed. Campinas: Papirus, 2013.