Resumo

O presente artigo apresenta uma descrição de como se brinca na guerra de balões d’água (atividade tradicional no carnaval de Ponta Porã, MS), analisando, sob a ótica de crianças fronteiriças, como são os preparativos para a guerrinha e qual é a parte mais excitante dessa brincadeira. Realizou-se uma pesquisa qualitativa com crianças que participaram da guerra d’água no carnaval de 2025.  Os resultados encontrados apontam para uma atividade lúdica que é essencialmente mediada pelos adultos, que não possui barreira da língua para o brincar.

Referências

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. 3ª reimp. da 1ª ed. de 2016. São Paulo: Edições 70, 2016

BERGER, Peter L. O riso redentor: a dimensão cômica da experiência humana. Petrópolis: Vozes, 2017.

BHABHA, Homi. O local da cultura. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1998.

CAVALCANTI, Maria Laura Viveiros de Castro; GONÇALVES, Renata de Sá. Carnaval sem fronteiras: as escolas de samba e suas artes mundo afora. Rio de Janeiro: Mauad X, 2020.

CONTE, Cláudia Heloiza. Os deslocamentos pendulares na aglomeração urbana de Ponta Porã/MS e Pedro Juan Caballero/PY. Geografia Ensino & Pesquisa, [S. l.], v. 28, p. e86117, 2024. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/86117. Acesso em: 6 maio 2025.

CORSARO, Willian. A sociologia da infância. Porto Alegre: Artmed, 2011.

COSTA, Andréa de Castro; SOUZA NETO, Arlindo. Esboço de uma das histórias possíveis do carnaval brasileiro. Ciência & Trópico, v. 48, n. 1, 2024. Disponível em: https://periodicos.fundaj.gov.br/CIC/article/view/2259. Acesso em: 3 maio. 2025.

FERREIRA, Felipe. O livro de ouro do carnaval brasileiro. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.

FLORES, Moacyr. Do Entrudo ao Carnaval. Estudos Ibero-americano, v.XXII, n1, 149-161, junho, 1996

FRIEDMANN, Adriana. Brincar: crescer e aprender – o resgate do jogo infantil. São Paulo: Moderna, 1996.

GERMANO, Íris. O Carnaval no Brasil: da origem europeia à festa nacional. Caravelle. Cahiers du monde hispanique et luso-brésilien, Toulouse, v. 3, n. 73, p. 131–145, 1999.

GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

GODOY, Luis Bruno et al. Reflexões sobre o brincar na sociedade contemporânea. Revista Ludicamente, v. 10, n. 20, p. 2, 2021.

GODOY, Luís Bruno de; LEONARDO, Lucas; SCAGLIA, Alcides José. Do macrojogo ao microjogo: os vários jogos que compõem o jogo. Motrivivência, Florianópolis, v. 34, n. 65, 2022a. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/motrivivencia/article/view/87101. Acesso em: 22 jul. 2025.

GODOY, Luís Bruno de; SCAGLIA, Alcides José. O jogo que nos joga: o jogar rizomático do jogador artista. In: GRILO, Rogério de Melo; SCAGLIA, Alcides José; CARNEIRO, Kleber Tüxen. Em defesa do jogo: diálogos epistemológicos contemporâneos. Curitiba: Editora Appris, 2022b.

GODOY, Luís Bruno de; SCAGLIA, Alcides José. Os afetos provenientes do jogar: o devir jogador-artista por meio da experiência. FairPlay, Revista de Filosofia, Ética y Derecho del Deporte, n. 26, p. 32-52, 2024.

HUIZINGA, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. São Paulo: Perspectiva, 1998.

KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Jogos tradicionais infantis. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1993

LAVEGA BURGUÉS, Pere; LAGARDERA, Francisco; MOLINA, Fidel; COSTES, Antoni; OCARIZ, Unai Saez de. Los juegos y deportes tradicionales en Europa: Juega con tu corazón, comparte tu cultura. In: LAVEGA BURGUÉS, Pere (org.). Juegos tradicionales y sociedad en Europa. Barcelona, ES: Associação Europeia de Jogos e Esportes Tradicionais, 2006.

MINOIS, Georges. História do riso e do escárnio. São Paulo: Unesp, 2003.

Acessar

Apoio