Museu do jogo da UFPB: acervo e metodologia
Por Pierre Normando Gomes-da-silva (Autor), Edson Swendsen Ferreira da Rocha (Autor), Amanda Stefanny de Lima Oliveira (Autor), Caio Vitor Verissimo Pontes (Autor), Maria do Perpetuo Socorro Campos Fernandes (Autor), Elizara Carolina Marin (Autor).
Resumo
O objetivo deste trabalho é apresentar o Museu do Jogo em sua missão, acervo, metodologia e resultados obtidos. Fundado em 2019, nasce dos projetos de ensino-pesquisaextensão de dois docentes, líderes dos Grupos de Pesquisa GPELF (Lazer, jogos tradicionais e patrimônio) e GEPEC (Pedagogia da Corporeidade), vinculados ao Departamento de Educação Física, CCS/UFPB e ao Programa Associado de Pós-Graduação em Educação Física –UPE/UFPB. Está organizado por duas bases epistêmicas para a compreensão dos jogos: a) como dimensão humana e patrimônio cultural (Marin, 2017) e como formas de enunciações do brincar e pivô para a aprendizagem existencial, pela Pedagogia da Corporeidade (PC) (Gomes-da-Silva, 2016). O reconhecimento do jogo tradicional como patrimônio cultural é recente no Brasil e no mundo, datam do séc. XXI. A despeito da lentidão da mentalidade e dos processos sociais e legais, estes avanços contribuem para mudar o lugar social do jogo, de algo reduzido à infância para um bem comum de interesse patrimonial. O Museu do Jogo tem como missão: a) Salvaguarda dos jogos e esportes tradicionais e autóctones; b) Formação de pesquisadores no Brasil, desenvolvendo pesquisas em ciência e tecnologia em torno do jogo; c) Formação de educadores, para atuarem nas áreas educacionais, de saúde, esportiva, lazer e de promoção cultural; d) Formação de educandos ao promover experiências do brincar, por meio de oficinas vivenciais.