Perfil de doenças crônicas não transmissíveis e correlação entre indicadores antropométricos Estudo transversal em homens adultos de Maricá/RJ
Por Estélio Henrique Martin Dantas (Autor), Jani Cleria Pereira Bezerra (Autor), Pedro Xavier de Avilez (Autor), Ricardo Mattos Fernandes (Autor), Paulo de Tarso Bezerra Almeida Simões (Autor), João Coutinho Barroso Júnior (Autor), Andréa de Menezes Machado (Autor), Cristiano de Oliveira Silva (Autor), Carlos Marcelo de Oliveira Klein (Autor), Marckson da Silva Paula (Autor), Carlos Eduardo das Neves (Autor).
Em Lecturas: Educación Física y Deportes v. 31, n 336, 2026.
Resumo
as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são condições de longa duração e progressão lenta, geralmente associadas a múltiplos fatores de risco. Objetivo: Descrever o perfil de DCNT, estilo de vida e analisar a correlação entre indicadores antropométricos (IA) em 212 homens adultos. Métodos: Realizou-se um estudo transversal com participantes selecionados por convite em postos de saúde da região. A coleta de dados incluiu medidas de peso, altura e circunferências, além de questionário sobre hábitos de vida e histórico de doenças. A análise dos dados foi realizada por estatística descritiva e correlação de Pearson. Resultados: 52,8% dos participantes tinham pelo menos uma DCNT, sendo as mais comuns: hipertensão arterial sistêmica (23,6%), diabetes mellitus (12,7%) e dislipidemias (15,5%). A amostra apresentou médias indicativas de risco metabólico, como IMC elevado (28,4 kg/m²), circunferência da cintura (94,7 cm) próxima ao limite de risco aumentado e relação cintura-quadril (RCQ) moderada (0,9). Também foram observadas altas frequências de consumo de álcool (46,7%) e tabagismo (23,1%). A correlação entre IMC e circunferência da cintura (CC) foi forte (r = 0,844), e entre CC e índice de redondeza (IR), muito forte (r = 0,933). Conclusão: Os indicadores antropométricos constituem ferramentas importantes para triagem e monitoramento do risco à saúde. Embora o delineamento transversal não permita inferir causalidade, os achados reforçam sua relevância na identificação precoce de riscos e na orientação de intervenções preventivas e personalizadas.
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