Pesquisa feminista e autoestudo colaborativo: caminhos decoloniais na educação física
Por Maria Eduarda Erlacher Figueiredo (Autor), Isabela Moreira Sant'anna (Autor), Mariana Zuaneti Martins (Autor).
Resumo
Persiste na Educação Física (EF) brasileira um descompasso entre a produção acadêmica e os desafios cotidianos da escola, sobretudo no que se refere ao afastamento das meninas e de corpos marginalizados das aulas. Esse quadro, atravessado por relações de gênero e colonialidade, evidencia a urgência de pesquisas que não apenas descrevam a exclusão, mas que contribuam para transformá-la em colaboração com as pessoas. Neste artigo, exploramos as possibilidades de caminhos para a construção de pesquisas feministas e decoloniais a partir do autoestudo colaborativo, entendendo-o como prática metodológica que descentraliza a autoridade acadêmica, valoriza narrativas situadas e dá visibilidade a vozes historicamente silenciadas.