Práticas pedagógicas antirracistas nas aulas de Educação Física: combatendo o racismo religioso através da dança popular em uma escola da Zona da Mata no Estado de Pernambuco
Por Isabela Talita Gonçalves de Lima (Autor).
Resumo
Esse texto aborda a religiosidade dentro da escola e nas aulas de Educação Física. Neste estudo, reconhecemos que o racismo religioso que impera na sociedade ainda valoriza uma cultura branca e eurocêntrica, que menospreza, ignora e subjuga todo o legado histórico e social das religiões de matrizes africanas no Brasil. Esse racismo religioso também se firma dentro da escola, em sua estrutura, em seus livros, nas quadras e nas aulas de Educação Física. Assim, este artigo é um recorte da tese intitulada: “As relações étnico-raciais e a Educação Física Escolar: o trato da abordagem Crítico-Superadora em práticas pedagógicas antirracistas”. Nossa intenção é confrontar, trazer reflexões sobre e discutir como combater o racismo na escola e na sociedade, por meio da cultura corporal, nela, a dança. Nosso objetivo de estudo é analisar os limites e as possibilidades do trato do conteúdo dança na Educação Física Escolar no que concerne ao combate ao racismo religioso. Nossa pesquisa-ação foi realizada no município de Goiana, no estado de Pernambuco, nos anos finais do ensino fundamental. A vivência trouxe reflexões sobre como a dança popular invoca discussões em torno da religião e/ou espiritualidade. Um dos apontamentos deste artigo é que é necessário problematizar e provocar discussões a fim de tensionar e elucidar novos conceitos sobre dança popular, trazendo a valorização da cultura afro-brasileira, que, assim, se torna uma prática antirracista na escola.
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