Prevalência e fatores associados ao deslocamento ativo em estudantes universitários do estado da Bahia
Por Emanuele Dos Santos Silva (Autor), Thiago Ferreira de Sousa (Autor), Silvio Aparecido Fonseca (Autor).
Em Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano v. 27, 2025.
Resumo
O objetivo foi estimar a prevalência e os fatores comportamentais, sociodemográficos e ambientais associados ao deslocamento ativo (DA) para ir/voltar à universidade em estudantes do estado da Bahia. Realizou-se um estudo transversal em 2019 com 1.506 estudantes das universidades federais (UFs) com campus no estado da Bahia. O desfecho do estudo foi o DA para ir/voltar à universidade. As variáveis independentes foram violência no trânsito, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), sexo, classe social, trabalho/estágio, situação conjugal e faixa etária, tempo de universidade, turno de estudo, carga horária de estudo, atividade física no lazer (AFL), tempo sentado e tempo de sono. Foram empregadas as estimativas de associação via Odds Ratio (OR), complementadas pelo intervalo de confiança a 95% (IC95%), por meio da regressão logística multinível para efeitos mistos. A prevalência de DA foi de 19,7%. Universitários da classe social D/E tiveram mais chances de realizar o DA (OR=1,992; IC: 1,273-3,116), por outro lado, universitários que trabalhavam/estagiavam (OR=0,732; IC: 0,598-0,895) e foram inativos no lazer (OR=0,672; IC: 0,488-0,925) tiveram menores chances de realizar o DA. Quanto maior o IDH das cidades de localização das UFs, menores foram as chances de DA (OR=0,669; IC: 0,505-0,886). Concluiu-se que aproximadamente 20 a cada 100 estudantes realizava o DA para a universidade. Observou-se que o contexto socioambiental relacionado ao IDH das cidades e os aspectos individuais, como a classe social, trabalho/estágio e AFL associaram-se com o DA.