Relato de experiência de uma proposta pedagógica para o ensino do futebol por meio de life skills em um projeto de iniciação esportiva
Por Luiz Miguel Lemes Souza (Autor), Marcos Paulo Vaz de Campos Pereira (Autor).
Em Seminário de Formação esporte e teoria histórico culrural
Resumo
O futebol é um excelente meio de desenvolvimento humano, contribuindo na formação integral de seus participantes. Ainda que se subaproveita o potencial educativo do futebol no ensino esportivo, a formação esportiva comumente prioriza o desempenho físico, técnico e tático, negligenciando o desenvolvimento de competências socioemocionais. Essa lacuna evidencia a necessidade de metodologias pedagógicas que promovam, de forma intencional e integrada à prática, como por exemplo as life skills (habilidades para vida). Desenvolvimento: A proposta pedagógica foi aplicada durante quatro meses no primeiro semestre de 2025 a um grupo de 30 crianças em um bairro periférico de Limeira, São Paulo. A intervenção implementou um currículo para o desenvolvimento de 12 life skills pré-definidas, com uma habilidade tematizada por sessão. Cada encontro foi estruturado em quatro momentos: Uma conversa inicial (apresentada a life skill, sempre tematizando o significado de fácil definição); Atividade de uma das 12 habilidades (prática voltada ao futebol, como também materiais para ilustrar a life skill na atividade e na vida); Atividade principal (com foco nas habilidades esportivas, mas observando possíveis utilizações da life skills desenvolvida anteriormente); Uma discussão final para reflexão e transferência do aprendizado. Toda a abordagem foi guiada por estratégias de ensino que visavam a intencionalidade, o estímulo à reflexão, a criação de relações positivas e a transferência das habilidades para a vida dos atletas. Recomendações: A proposta pedagógica baseou-se em uma abordagem centrada no aluno, na qual o papel do professor foi redefinido de transmissor para mediador do conhecimento. Implementada de forma intencional, esta abordagem visou fomentar a autonomia dos participantes e estimular a transferência das habilidades aprendidas para contextos externos à intervenção.