Resiliência, estresse e recuperação em atletas paralímpicos na fase pré-competitiva
Por Gabriel Lucas Morais Freire (Autor), Lenamar Fiorese (Autor), José Fernando Vila Nova de Moraes (Autor), Sherdson Emanoel da Silva Xavier (Autor), Sherdson Emanoel da Silva Xavier (Autor), José Roberto Andrade do Nascimento Júnior (Autor).
Em Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano v. 27, 2025.
Resumo
Este estudo investigou se o nível de resiliência de atletas de atletismo paralímpico em período pré-competitivo foi impactado por variáveis sociodemográficas e de estresse. Um total de 107 atletas de atletismo paralímpico (92 homens e 15 mulheres), com média de idade de 32,25 ± 12,80 anos, participaram de um campeonato regional. Os instrumentos utilizados foram a Escala de Resiliência Connor-Davidson (CD-RISC) e o Questionário de Estresse e Recuperação Esportiva (RESTQ-76 Sport). Os dados foram analisados por meio de análise de cluster, teste qui-quadrado e análise de variância multivariada (p<0,05). Os resultados revelaram que não houve diferença entre as variáveis sociodemográficas e de estresse em relação ao perfil de resiliência. Em comparação com o cluster de baixa resiliência, os atletas de atletismo paralímpico de alta resiliência tiveram pontuações mais altas para o escore de recuperação global (p=0,023). Concluiu-se que as variáveis sociodemográficas e de estresse não parecem ser fatores intervenientes para o nível de resiliência, mas a resiliência parece ser um fator interveniente para a recuperação de atletas de atletismo paralímpico no período pré-competitivo.