Sistema de Biofeedback Para Otimização de Movimento de Membro Superior de Corredores com Paralisia Cerebral

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86 páginas. 2003 00/00/0000

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Resumo

Pessoas com paralisia cerebral (PC) espástica geralmente mantêm uma postura de extensão de membros inferiores e flexão de membros superiores, com rotação interna e adução de coxas e flexão de cotovelos, punhos e dedos, o que acarreta desvantagens durante a corrida: menor comprimento de passada, maior razão tempo de suporte / tempo de vôo, menor variação angular de quadril, menor variação angular de ombro e conseqüente menor velocidade. Os objetivos desta pesquisa foram: (1) testar um equipamento portátil de biofeedback auditivo binário para que corredores com PC espástica possam aumentar, durante a corrida, a aceleração do membro superior afetado; (2) verificar se a utilização freqüente do equipamento de biofeedback diminui a necessidade de correção do movimento e (3) verificar se o novo padrão de movimento aumenta a velocidade de corrida. Foram selecionados dois atletas do sexo masculino, hemiparéticos, classe 7 da Associação Internacional de Esporte e Recreação de Paralisia Cerebral (CP-ISRA). O equipamento de biofeedback é composto de: sensor de aceleração de membro superior (acelerômetro ADXL05, da Analog Devices); circuito eletrônico para recepção do sinal do sensor, comparação com o limiar determinado, disparo do sinal sonoro caso a aceleração esteja abaixo do limiar e contagem do número de disparos; fone de ouvido. Foram realizados dois testes semanais para cada sujeito em pista de atletismo de 400 m, medindo-se o número de disparos e o tempo de percurso: 800 m para o sujeito 1 e 400 m para o sujeito 2. O número de disparos do sujeito 1 variou bastante durante os 38 testes. Uma linha de tendência polinomial (y = -0,0346x2 + 1,5295x - 3,0452) mostra que, após 22 testes (pico da parábola) aumentando a necessidade de biofeedback, o sujeito 1 aprendeu a correr com maior aceleração do membro superior afetado, diminuindo a necessidade de correção. Seu tempo de percurso apresentou uma tendência de queda (de 200s para 180s, de acordo com a linha de tendência y = -0,5835x + 200,72), mas não se pode afirmar que isto se deveu ao novo padrão de movimento, pois o tempo de percurso já estava em declínio enquanto havia aumento do número de disparos. O sujeito 2 apresentou pouca necessidade de correção e nenhum disparo na maioria dos testes ao longo do experimento. Portanto, não mudou seu padrão de movimento com o uso do equipamento de biofeedback. Em relação ao tempo de percurso, embora tenha havido grande oscilação durante os 30 testes, houve uma tendência de queda (de 73s para 64s, de acordo com a linha de tendência y = -0,2917x + 73,221), o que não tem relação com o número de disparos e, portanto, deve ser conseqüência de outra variável.

Endereço: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000313543&opt=1

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