Resumo

Este estudo qualitativo e exploratório analisou a presença de alunos com deficiência nos anos finais do ensino fundamental e médio e como os professores de educação física estavam sendo capacitados em inclusão. Para atingir esse objetivo, a pesquisa empregou entrevistas semiestruturadas. Vinte e cinco professores atuantes nesses níveis de ensino foram entrevistados, respondendo a perguntas relacionadas aos tipos de deficiência mais frequentes em suas turmas e ao seu desenvolvimento profissional. As respostas foram analisadas à luz da Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano (TBDH) de Bronfenbrenner, utilizando o modelo PPCT (Processo-Pessoa-Contexto-Tempo), que destaca a importância do contexto ambiental para a eficácia do processo inclusivo. Identificou-se um aumento no número de alunos com deficiência no ambiente escolar nos últimos anos. Observou-se também uma maior presença de deficiência intelectual, transtorno do espectro autista (TEA) e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), além de fragilidades na formação inicial de professores para consolidar aulas de educação física inclusivas. Sessenta e quatro por cento do corpo docente havia cursado alguma disciplina relacionada à inclusão de pessoas com deficiência durante a graduação, enquanto 36% não. Embora a inclusão na Educação Física tenha se expandido recentemente, a maioria dos profissionais reconhece que sua formação inicial foi inadequada e aponta para a falta de cursos apropriados em sua prática. Portanto, os professores compreendem a necessidade de ampliar o desenvolvimento profissional contínuo em inclusão para criar um ambiente escolar significativo que promova essas práticas educacionais.

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