Capoeira e história: elementos econômicos para entender o racismo na capoeiragem
Por Benedito Carlos Libório Caires Araújo (Autor), Womuali Gonzaga dos Santos (Autor).
Resumo
O objetivo do texto é entender a capoeira e o racismo, como produtos de relações sociais, enquanto valor de uso (gênese), de forma que, contemporaneamente, manifestam-se em escala planetária como mercadoria (valor de uso/valor de troca). Portanto, o que se apresenta como desenvolvimento da capoeira no século XX é o processo de alienação, uma vez que aparta o produtor (capoeiras) do produto (capoeiragem). Nesse sentido, o sistema econômico interfere no alcance de quaisquer possibilidades emancipatórias, posto que enraizado nas relações sociais constituídas entre os capoeiras, destacam-se expressões do racismo. Buscaremos explicitar como a capoeiragem se apresenta enquanto fetiche essencial para constituir o distanciamento do capoeira, a fim de adequá-la à forma mercadoria, em que a partir de seus movimentos (físicos e políticos) isolados da reflexão, abrigam discursos que amenizam ou negam a estrutura racista organizada na base cultural da sociedade capitalista.
Biografia do Autor
Benedito Carlos Libório Caires Araújo, Universidade Federal de Sergipe
Doutor em Educação. Mestre de Capoeira. Professor do Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Sergipe. São Cristóvão, SE, Brasil
Womuali Gonzaga dos Santos, Universidade de São Paulo
Doutorando em Economia Política Mundial. Mestre de Capoeira. Centro de Práticas Esportivas. Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
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