Ciranda do cuidado: mãos dadas pela primeira infância, tecendo esperanças na intersetorialidade

Por Mallon Francisco Felipe Rodrigues de Aragão (Autor), Mirella de Lucena Mota (Autor).

Parte de Residência Intersetorial em Primeira Infância . páginas 219 - 239

Resumo

A primeira infância, período que compreende do nascimento aos seis anos de idade, é reconhecida como a etapa mais sensível e determinante do desenvolvimento humano. Nessa fase, as experiências vivenciadas pela criança — nas relações familiares, comunitárias e institucionais — moldam sua trajetória afetiva, cognitiva, emocional e social. Conforme destaca o Plano Nacional pela Primeira Infância (Brasil, 2016), é nesse ciclo da vida que se estabelecem as bases para a construção da identidade, da autonomia, das aprendizagens e do vínculo com o mundo. No entanto, estudos revelam que grande parte das crianças ainda cresce em contextos de profundas desigualdades sociais, ausência de serviços públicos articulados e negação de direitos fundamentais. Os efeitos do racismo estrutural, da pobreza, da desigualdade territorial e da invisibilidade das infâncias periféricas atravessam as políticas públicas e impõem desafios à efetivação da prioridade absoluta prevista na Constituição Federal de 1988.

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