Resumo

A pandemia de COVID-19 alterou a rotina das universidades brasileiras, levando alguns estudantes de fisioterapia a terem aulas de anatomia humana macroscópica de forma síncrona e assíncrona durante o período de quarentena da pandemia (2020 a 2022). Contudo, muitos estudantes de fisioterapia optaram por realizar a disciplina de anatomia humana durante os anos seguintes pós-quarentena (ainda em período pandêmico). Neste contexto, este estudo transversal avaliou os conhecimentos de anatomia humana macroscópica, após a pandemia de COVID-19, entre estudantes de fisioterapia da Universidade Estadual de Goiás que cursaram essa disciplina durante o período pandêmico. A avaliação dos conhecimentos se deu por meio de um questionário com 15 questões de múltipla escolha. As pontuações foram classificadas como excelente (≥90%), boa (71%-89%), suficiente (50%-70%) e insuficiente (<50%). Vinte e nove estudantes (idade mediana: 20 anos) participaram do estudo. No geral, a pontuação mediana no questionário sobre anatomia humana macroscópica foi de 66,67%, significantemente superior ao valor de corte de 50% (p<0,001), com grande tamanho de efeito. Do total, 86,2% (n=25) dos estudantes assistiram às aulas de anatomia humana macroscópica em formato presencial, enquanto 13,8% (n=4) assistiram às aulas em formato online. A pontuação mediana no questionário sobre anatomia humana foi de 66,67% e 56,67% para os estudantes que cursaram as aulas de anatomia em formato presencial e online, respectivamente, sem diferença significante entre os grupos (p=0,275). Em conclusão, os estudantes demonstraram conhecimento em anatomia humana macroscópica classificado como suficiente e estratégias que aumentem ou mantenham esse conhecimento ao longo da formação são necessárias.

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