Determinantes pessoais e contextuais associados à sintomas depressivos em estudantes do ensino superior
Por Stefany Caroliny de Souza (Autor), Emanuel Messias Oliveira de Carvalho (Autor), Leilane Alves de Lima (Autor), Luciano Santos Alves (Autor), Edivane Nunes de Souza (Autor), Riller Silva Reverdito (Autor).
Em Seminário de Formação esporte e teoria histórico culrural
Resumo
Os estudantes do ensino superior são vulneráveis a desenvolver transtornos mentais e comportamentais pelo efeito cumulativo de situações estressoras desde a inserção universitária, potencializada por fatores multidimensionais e mal adaptação ao ambiente. Objetivo: Verificar a associação das características pessoais, autoeficácia percebida e estratégia de enfrentamento de problemas com os sintomas sugestivos de depressão de estudantes do ensino superior. Metodologia: Trata-se de um inquérito epidemiológico realizado com os estudantes da Universidade do Estado de Mato Grosso. Participaram da pesquisa 326 estudantes, predominantemente do sexo feminino, não brancos, solteiros/separados e praticavam alguma atividade física. Os dados foram coletados por meio de questionário autoaplicável online. Foram utilizados a Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão, Inventário de Estratégias de Coping (Aproximação e Evitação) e Escala de Autoeficácia Percebida. Coping e Autoeficácia foram codificadas em “Alto” e “Baixo” e “Melhor” e “Menor”, respectivamente (percentil 50). Para associação, utilizou-se a Multiple Correspondence Analysis no Programa R 4.1.2., sendo representada pelo mapa perceptual (5%). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Parecer nº 1.851.630). Resultados: Os estudantes que apresentaram sintomas prováveis de depressão (20,6%), eram do sexo feminino, brancos, idade entre 24-29 anos, sem graduação prévia, sem vínculo empregatício, casado ou em união estável, e com filhos. Também apresentaram sintomas prováveis de ansiedade, baixa percepção de iniciativa e utilizaram estratégias de enfrentamento mal adaptativas. Os estudantes com idade ≥30 anos e com melhores percepções de esforço e persistência, estavam associados aos sintomas improváveis. Conclusão: As características multidimensionais (pessoa e processo) e elementos contextuais do estudante, são experienciadas ao longo do percurso. Os aspectos internos e externos podem influenciar na saúde mental dos jovens. Desenvolver e implementar políticas públicas voltadas à promoção da saúde mental e ações preventivas, são imprescindíveis para qualidade de vida e bem-estar dos jovens.