Resumo

O artigo analisa a implementação da Lei 11.645/2008 na Educação Física, a partir do diálogo entre experiências docentes desenvolvidas nos estados do Espírito Santo e do Mato Grosso. Como ensaio reflexivo, o texto problematiza o racismo contra os povos indígenas, que permanece operando no cotidiano escolar e universitário por meio de silenciamentos curriculares, estereótipos e representações folclorizadas. Discute os limites da efetivação da lei, especialmente no que se refere à formação docente, à seleção de conteúdos e às práticas corporais. As experiências interestaduais convergem ao apontar a Educação Física como espaço estratégico para a construção de práticas pedagógicas antirracistas, interculturais e decoloniais. Mobiliza-se a perspectiva da formação-ação intercultural como caminho para deslocar o olhar docente da inclusão temática à transformação efetiva das práticas. Conclui-se pela urgência de articular formação inicial, formação continuada e reorganização curricular para a promoção da justiça curricular. 

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