Resumo

O artigo buscou analisar estudos acerca das mestras negras de capoeira, com ênfase na construção de estratégias antirracistas. Trata-se de uma pesquisa exploratória, de natureza qualitativa, do tipo bibliográfica, caracterizada como revisão de literatura narrativa. Foram analisados oito estudos científicos sobre a temática em questão. As pesquisas evidenciam que as trajetórias e os processos formativos das mestras são atravessados por múltiplos marcadores sociais da diferença, os quais impactam seus processos de permanência, reconhecimento e atuação. As mestras negras desenvolvem estratégias antirracistas e antissexistas que tensionam hierarquias históricas, reconfiguram espaços de poder e legitimidade e afirmam práticas de resistência, cuidado e transformação social no interior da capoeira. 

Referências

AKOTIRENE, Carla. Interseccionalidade: Feminismos plurais. São Paulo: Pólen, 2019.

AMARAL, Érica Pires do. Iê, é mandingueira, camará!: As mestras de Capoeira e os saberes construídos nos corpos das mulheres na pequena e na grande roda. Dia-Logos: Revista Discente da Pós-Graduação em História, v. 18, n. 1, p. 119-142, 2024. DOI: https://orcid.org/0009-0002-0809-6601.

AMARAL, Érica Pires do. Quem vêm lá são elas: memórias, saberes e (re) existências das mestras de capoeira na pequena e na grande roda. 2023. 159f. Dissertação (Mestrado em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades) – Programa de Pós-Graduação Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2023.

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