Já não se faz mais ginástica como em tempos atrás
Por Vicente Molina Neto (Autor), Elisandro Schultz Wittizorecki (Autor).
Parte de Produção de Conhecimento na Educação Física: Pesquisas e Parcerias . páginas 153 - 171
Resumo
No alvorecer de 2019, em seus primeiros dias, os meios de comunicação agitaram nossa imaginação com manchetes de três acontecimentos que merecem atenção. De algum modo, no tempo presente, esses acontecimentos estarão em cena pautando nossas ações cotidianas e possivelmente estimularão potencialmente os esforços intelectuais de historiadores e de cientistas sociais de diferentes procedências disciplinares. (i) A prevalência da extrema direita como opção de governo certificada pelo voto da sociedade brasileira e seu alinhamento às principais potências bélicas e econômicas do planeta, como os Estados Unidos e Israel. (ii) Por conta disso, a intensificação do individualismo e meritocracia como atitudes sociais predominantes, com consequentes ataques ao processo civilizatório na contemporaneidade, caraterizados pelo anti-intelectualismo e o desrespeito a pensadores, professores e professoras, pela apologia armamentista e pelo abandono à solidariedade com os povos vitimados pelos efeitos do capitalismo exploratório e pelas guerras civis. (iii) A notícia de que fazer exercício detém a progressão do Alzheimer, segundo mostram os cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Este é a manchete de jornal El País de 8 de janeiro de 2019.1 Com ela a Educação Física volta à pauta histórica como curadora de males da sociedade em que se insere.