Resumo

A modalidade de ensino a distância (EaD) tem se consolidado como uma alternativa viável para diversas áreas do conhecimento, inclusive a Educação Física, considerando sua abrangência em termos territoriais e os avanços tecnológicos das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs), entre outros fatores. Contudo, a implementação desse formato de ensino na formação inicial de professores e, consequentemente no bacharelado, enfrentam críticas significativas, muitas das quais parecem derivar de percepções desfocadas e preconceitos enraizados sobre a qualidade do ensino, mas encobertas sobre o discurso da prática pedagógica e a eficácia do ensino à distância. Uma das críticas ao ensino de Educação Física a distância é a suposta impossibilidade do acadêmico participar de atividades de caráter prático. Argumenta-se que a natureza prática não pode ser adequadamente abordada através de plataformas online. Em Nota Pública, o Conselho Nacional da Saúde (CNS) afirma que “A formação na área da saúde não se limita a oferecer conteúdos teóricos”. Nesse documento o CNS considera que a modalidade EaD não permite que o aluno tenha componentes práticos em sua formação, comprometendo o aprendizado e a aquisição de habilidades e atitudes necessárias para a atuação profissional (Brasil, 2023a).