Resumo

os debates sobre a formação de treinadores(as) (FT) no Brasil têm avançado na última década, no entanto, ainda se concentrada no âmbito acadêmico e em poucas instituições. No Nordeste, e mais especificamente na Ginástica Artística (GA), observamos um desenvolvimento de atletas e treinadores(as) ainda tímida se comparado às regiões sul e sudeste. No entanto, pesquisas mostram aproximações de instituições e pesquisadores(as) desta região e participações em competições e congressos de modalidades gímnicas. Objetivo: esse relato de experiência retrata o papel da experiência e do “Outro Mais Experiente” (OME) como parte e possibilidade de processo de formação de treinadores(as) de uma instituição de GA da cidade de Fortaleza/Ceará. Desenvolvimento: Por meio de pesquisa documental, verificamos que há apenas uma instituição de GA filiada na Federação Cearense das Ginásticas (FCG) e duas novas escolas da modalidade em processo de filiação. Foram também levantados os(as) profissionais das academias e cruzados(as) com dados de pesquisas desenvolvidas anteriormente sobre a Ginástica no Ceará. Ao todo foram encontrados(as) oito profissionais de EF relacionados a essas instituições, quatro graduados(as) em universidades públicas locais, um(a) no exterior e três em instituições particulares. Quatro desses(as) profissionais atuam como árbitros(as), evidenciando um progresso no nível técnico local. A formação desses(as) treinadores(as) ocorre principalmente pela prática diária e pela convivência com colegas mais experientes, configurando um modelo baseado na mediação pelo OME, mesmo que não intencional. Recomendações: Seria interessante que o OME fosse inserido como parte de um processo de FT que intencionalmente pudessem também aprender com profissionais mais capacitados. No entanto o que vemos é um quadro que as pessoas vão se auxiliando neste processo informalmente ou com iniciativas pontuais, havendo uma necessidade de uma vontade política e intencionalidade pedagógica na formação de treinadores(as) do Ceará. Considerações finais: Apesar de ser verificado alguns avanços na participação de instituições do Ceará em eventos esportivos fora do estado, a dependência e centralidade desse modelo informal pode limitar a renovação pedagógica e a sistematização do conhecimento, tornando essencial o estímulo à reflexão crítica e à formação continuada para o fortalecimento da GA no estado

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