Reflexões sobre o papel do outro mais experiente na formação de treinadores de ginástica artística no Ceará
Por Kássia Mitally da Costa Carvalho (Autor), Thiago Oliveira da Silva (Autor), Laurita Marconi Schiavon (Autor).
Em Seminário de Formação esporte e teoria histórico culrural
Resumo
os debates sobre a formação de treinadores(as) (FT) no Brasil têm avançado na última década, no entanto, ainda se concentrada no âmbito acadêmico e em poucas instituições. No Nordeste, e mais especificamente na Ginástica Artística (GA), observamos um desenvolvimento de atletas e treinadores(as) ainda tímida se comparado às regiões sul e sudeste. No entanto, pesquisas mostram aproximações de instituições e pesquisadores(as) desta região e participações em competições e congressos de modalidades gímnicas. Objetivo: esse relato de experiência retrata o papel da experiência e do “Outro Mais Experiente” (OME) como parte e possibilidade de processo de formação de treinadores(as) de uma instituição de GA da cidade de Fortaleza/Ceará. Desenvolvimento: Por meio de pesquisa documental, verificamos que há apenas uma instituição de GA filiada na Federação Cearense das Ginásticas (FCG) e duas novas escolas da modalidade em processo de filiação. Foram também levantados os(as) profissionais das academias e cruzados(as) com dados de pesquisas desenvolvidas anteriormente sobre a Ginástica no Ceará. Ao todo foram encontrados(as) oito profissionais de EF relacionados a essas instituições, quatro graduados(as) em universidades públicas locais, um(a) no exterior e três em instituições particulares. Quatro desses(as) profissionais atuam como árbitros(as), evidenciando um progresso no nível técnico local. A formação desses(as) treinadores(as) ocorre principalmente pela prática diária e pela convivência com colegas mais experientes, configurando um modelo baseado na mediação pelo OME, mesmo que não intencional. Recomendações: Seria interessante que o OME fosse inserido como parte de um processo de FT que intencionalmente pudessem também aprender com profissionais mais capacitados. No entanto o que vemos é um quadro que as pessoas vão se auxiliando neste processo informalmente ou com iniciativas pontuais, havendo uma necessidade de uma vontade política e intencionalidade pedagógica na formação de treinadores(as) do Ceará. Considerações finais: Apesar de ser verificado alguns avanços na participação de instituições do Ceará em eventos esportivos fora do estado, a dependência e centralidade desse modelo informal pode limitar a renovação pedagógica e a sistematização do conhecimento, tornando essencial o estímulo à reflexão crítica e à formação continuada para o fortalecimento da GA no estado