Resumo

Após a consolidação das torcidas organizadas durante a década de 1980, as agremiações torcedoras, principalmente de São Paulo, começaram a ter influência de blocos carnavalescos. Na década de 1990 as torcidas abrangeram concomitantemente escola de samba e torcida organizada. Atualmente, inúmeras agremiações torcedoras ainda possuem suas sedes, as suas próprias agremiações carnavalescas, e em outros casos, vinculadas às escolas de samba localizadas no bairro onde as torcidas estão inseridas. O samba ou as marchinhas de carnaval foram herança das primeiras formas torcedoras das chamadas torcidas uniformizadas (1940-1967). A partir de 1990, a cultura do axé, funk e rap se fizeram presentes. As torcidas da região Sudeste do país potencializaram os bailes funk em sedes de torcidas ou em regiões periféricas. Em relação às músicas de torcidas nas arquibancadas, o samba já não era hegemônico, pois outros ritmos musicais da cultura negra se fizeram presentes. Além disso, os bailes de corredor (bailes que na maioria dos participantes eram homens e dedicavam a festa inteira para brigar), ficaram famosos no submundo das torcidas organizadas, sendo uma forte influência cultural periférica do Rio de Janeiro para o restante do Brasil. No extremo sul do país, com a criação das torcidas com influência rio-platenses, foi criado o movimento das torcidas barras.

Acessar