Valorização do instrumento m-chat para auxiliar profissionais da primeira infância na detecção precoce do transtorno do espectro autista
Por Kátia Valéria Nascimento da Silva (Autor), Mirtes Cabral Ribeiro (Autor).
Parte de Residência Intersetorial em Primeira Infância . páginas 416 - 422
Resumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por dificuldades nas relações socioafetivas, comunicação e padrões restritos e repetitivos de comportamento. De acordo com o DSM-5, os sintomas incluem movimentos motores repetitivos, hiper ou hiporreatividade sensorial e interesses limitados (DSM-5, 2014). Dados recentes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos da América (EUA), a principal organização de serviços baseada em dados científicos do país que protege a saúde pública, indica uma prevalência de 1 em 31 crianças de 8 anos com TEA, o que reflete um aumento em relação a anos anteriores, atribuído à maior conscientização e avanços no diagnóstico (CDC, 2025). No Brasil, o Censo Demográfico 2022 identificou 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico TEA, o que corresponde a 1,2% da população brasileira. A prevalência foi maior entre os homens (1,5%) do que entre as mulheres (0,9%): 1,4 milhões de homens e 1,0 milhão de mulheres foram diagnosticados com autismo por algum profissional de saúde. Entre os grupos etários, o de maior prevalência foi o de 5 a 9 anos (2,6%) (IBGE, 2025).