Jorge Dorfman Knijnik

Professor Educaçao Fisica
Austrália, Sydney.

CHAMADA PARA CAPITULOS

Women’s football in Latin America: social challenges and historical perspectives

Um volume na série “Critical Research in Football” publicada pela Routledge

Organizador: Jorge Knijnik*

A Copa do Mundo Feminina da FIFA 2019 foi uma competição que bateu diversos recordes. Ao redor do mundo, mais de 2 bilhões de espectadores assistiram às partidas através da televisão ou usando serviços de transmissão online. Os fãs também lotaram os estádios franceses, onde viram jogos de altíssimo nível. Além disso, o torneio também contou com manifestações feministas generalizadas, descortinando o futebol como um espaço importante para a contestação da ordem patriarcal de gênero: no campo, Marta, a estrela global brasileira, seis vezes vencedora do prêmio de melhor jogadora do mundo da FIFA, incitou protestos feministas  quando, em vez de comemorar seus gols, ela apontava para o logotipo de igualdade de gênero em suas chuteiras para denunciar a diferença de remuneração entre homens e mulheres no futebol profissional. Fora dos campos, a superstar da seleção norte-americana, Megan Rapinoe, conclamou a FIFA e as autoridades futebolísticas mundiais a triplicarem seus esforços em prol do desmantelamento das barreiras de gênero que ainda impedem meninas e mulheres de alcançarem a igualdade no futebol.

O sexismo e a misoginia acentuados ainda são evidencias de que as relações sociais de gênero permanecem forças significativas na construção de desigualdades na sociedade, bem como nos contextos futebolísticos (Caudwell, 2011). É isso que torna os apelos de Rapinoe particularmente relevantes para o futebol feminino latino-americano. Durante o século passado, o subcontinente foi atormentado por uma história de leis esportivas generificadas que proibiam as mulheres de jogar futebol (Votre e Mourão, 2003; Rigo, 2005). Segundo Knijnik (2015), essa história discriminatória ainda provoca um impacto psicossocial sobre as jogadoras, levando a sérios problemas de identidade que dificultam seu pleno desenvolvimento profissional como atletas. Além disso, Knijnik (2014) argumenta que essas leis discriminatórias são o ’legado de gênero do século 20’ do futebol, o qual ainda impede as mulheres latino-americanas de desfrutarem livremente do esporte como desejam e merecem.

Por outro lado, durante a década passada, surgiram uma série de projetos educativos e de pesquisa visando "igualar o campo" para meninas e mulheres no futebol. Acadêmicas e ativistas sociais têm trabalhado duro no subcontinente para aumentar a participação das mulheres em todos os níveis do futebol, desde a base até o alto desempenho, desde jogadoras até treinadoras, fãs, dirigentes e árbitras. Esses estudos e movimentos sociais vêm acontecendo em todos os países da América Latina e representam uma ampliação e renovação do feminismo do futebol no continente; eles procuram erradicar qualquer forma de discriminação contra as mulheres em uma das mais relevantes expressões culturais latino-americanas.

Portanto, a fim de promover e impulsionar ainda mais o feminismo no futebol da América Latina, este livro visa levar ao público internacional uma variedade de pesquisas de alta qualidade que surgiram no futebol feminino da América Latina nos últimos anos. Através de lentes feministas, os capítulos deste livro abordarão os aspectos sociais pelos quais as diferenças de gênero ficaram profundamente enraizada na história das mulheres e do futebol latino-americanos.

Abaixo uma lista não-exaustiva de tópicos que os capítulos do livro podem abordar:

- Novas abordagens históricas do futebol feminino na América Latina;

- Experiências de base no futebol feminino latino-americano;

- Mulheres de destaque que contribuíram para o desenvolvimento do futebol feminino da AL;

- Projetos educacionais inovadores no futebol feminino;

- Novas abordagens teóricas do futebol e gênero na AL;

- Ativismo social, feminismo e futebol;

- Torcedoras de futebol;

- Sexualidades, mulheres, futebol;

- Pedagogias críticas feministas no futebol;

- Mulheres, futebol e mídia;

- Redes sociais, mulheres e futebol;

- Assédio, discriminação e futebol feminino

 

As propostas de capítulos devem ser enviadas por correio eletrônico para o organizador                           (j.knijnik@westernsydney.edu.au). Os resumos, com no máximo 250 palavras, devem conter o título do capítulo, e explicitar o conteúdo do texto, indicando seu tema, foco, base empírica ou conceitual e argumento central; nome e afiliação do (s) autor (es/as) e suas minibiografias com 60 palavras.

Data limite para submissão de propostas de capítulos: 22 de abril.

Você tem alguma pergunta? Envie uma mensagem para o organizador (j.knijnik@westernsydney.edu.au) e ele entrara em contato para discutir suas questões com você.

O organizador pode ser contatado em inglês, espanhol ou português.

 

* Dr. Jorge Knijnik é um acadêmico brasileiro-australiano que atualmente trabalha como professor associado na Western Sydney University (Austrália). Jorge realizou seus estudos de doutorado na Universidade de São Paulo (Brasil), onde desenvolveu uma interpretação original das nas violações dos direitos humanos ligado as questões de gênero entre as mulheres no futebol latino-americano. Jorge tem diversas publicações em temas relacionados a mulheres, gênero, futebol e sociologia e história do esporte. Em 2010, em virtude do seu trabalho de pesquisa e promoção da equidade de gênero em ambientes educacionais, ele recebeu o prestigiado prêmio ’construindo a igualdade de gênero’ da UNICEF, da ONU-Mulher e do CNPq. Jorge administra a comunidade virtual do CEV-Gênero e Esporte.

https://www.westernsydney.edu.au/ics/people/school_based_researchers/jorge_knijnik

Experiência Profissional:

LLAMADA DE ARTICULOS

Women’s football in Latin America: social challenges and historical perspectives

Un volumen en la serie de libros “Critical Research in Football” publicado por Routledge

Organizador: Jorge Knijnik*

La Copa Mundial Femenina de la FIFA 2019 fue una competencia que rompió varios récords. En todo el mundo, más de 2 mil millones de espectadores vieron los partidos por televisión o utilizaron servicios de transmisión en línea. Los fanáticos también llenaron los estadios franceses, donde vieron partidos de alto nivel. Además, el torneo también contó con demostraciones feministas generalizadas, haciendo del fútbol un espacio importante para disputar el orden de género patriarcal en el fútbol: en el campo, Marta, la estrella mundial brasileña, seis veces ganadora del premio al mejor jugador del mundo de la FIFA, provocó protestas feministas cuando, en lugar de celebrar sus objetivos, señaló el logotipo de igualdad de género en sus botas para denunciar la diferencia salarial entre hombres y mujeres en el fútbol profesional. Fuera del campo, la superestrella estadounidense Megan Rapinoe pidió a la FIFA y a los jefes de fútbol mundial que tripliquen sus esfuerzos para desmantelar las barreras de género que aún impiden que niñas y mujeres logren la igualdad en el deporte.

El sexismo y la misoginia acentuados son evidencia de que las relaciones sociales de género siguen siendo fuerzas significativas en la construcción de desigualdades en la sociedad, así como en los contextos futbolísticos (Caudwell, 2011). Esto es lo que hace que los llamados de Rapinoe sean particularmente relevantes para el fútbol femenino latinoamericano. Durante el siglo pasado, el subcontinente estuvo plagado de una historia de leyes deportivas de género que prohibían a las mujeres jugar al fútbol (Votre y Mourão, 2003; Rigo, 2005). Según Knijnik (2015), esta historia discriminatoria todavía tiene un impacto psicosocial en las jugadoras, lo que lleva a graves problemas de identidad que dificultan su pleno desarrollo profesional como atletas. Además, Knijnik (2014) argumenta que estas leyes discriminatorias son el ’legado de género del siglo XX’ del fútbol, que aún impide que las mujeres latinoamericanas disfruten libremente del deporte como desean y merecen.

Por otro lado, durante la última década, surgieron una serie de proyectos educativos y de investigación con el objetivo de "igualar el campo" para niñas y mujeres en el fútbol. Los académicos y activistas sociales han estado trabajando duro en el subcontinente para aumentar la participación de las mujeres en todos los niveles del fútbol, desde la base hasta el alto rendimiento, desde jugadores hasta entrenadores, hinchas, oficiales y árbitros. Estos estudios y movimientos sociales han tenido lugar en todos los países de América Latina y representan una expansión y renovación del feminismo futbolístico en el continente que busca erradicar cualquier forma de discriminación contra la mujer como una de las expresiones culturales más relevantes de América Latina.

Por lo tanto, con el fin de promover e impulsar aún más el feminismo en el fútbol latinoamericano, este libro tiene como objetivo llevar a la audiencia internacional una serie de investigaciones de alta calidad que han surgido en los últimos años en América Latina. A través de la mirada feministas, los capítulos de este libro abordarán los aspectos sociales por los cuales las diferencias de género se han arraigado profundamente en la historia de las mujeres y el fútbol latinoamericanos.

A continuación, hay una lista no exhaustiva de temas que los capítulos de libros pueden cubrir:

- Nuevos enfoques históricos del fútbol femenino en América Latina;

- Experiencias básicas en el fútbol femenino latinoamericano;

- Mujeres destacadas que contribuyeron al desarrollo del fútbol femenino en América Latina;

- Proyectos educativos innovadores en el fútbol femenino;

- Nuevos enfoques teóricos para el fútbol y el género en AL;

- Activismo social, feminismo y fútbol.

- Aficionados al fútbol;

- Sexualidades, mujeres, fútbol;

- Pedagogías feministas críticas en el fútbol;

- Mujeres, fútbol y medios de comunicación;

- Redes sociales, mujeres y fútbol;

- Acoso, discriminación y fútbol femenino.

Las propuestas de capítulos deben enviarse por correo electrónico al organizador y compilador (j.knijnik@westernsydney.edu.au). Los resúmenes, con un máximo de 250 palabras, deben contener el título del capítulo, explicar el contenido del texto, indicando el tema, aspectos  conceptuales o empíricos, argumento central; nombre y afiliación del autor (es) y mini biografías con un máximo de  60 palabras.

Fecha límite para la presentación de propuestas de capítulos: 22 de abril.

¿Usted tiene una pregunta? Envíe un mensaje al organizador (j.knijnik@westernsydney.edu.au) y él se comunicará con usted para aclarar consultas y dudas

El organizador puede ser contactado en inglés, español o portugués.

* El Dr. Jorge Knijnik es un académico brasileño-australiano que actualmente trabaja como profesor asociado en la Western Sydney University (Australia). Jorge realizó sus estudios de doctorado en la Universidad de São Paulo (Brasil), donde realizó un estudio e interpretación original de las violaciones de los derechos humanos vinculadas a cuestiones de género a las mujeres en el fútbol latinoamericano. Jorge tiene varias publicaciones sobre temas relacionados con la mujer, género, fútbol sociología y la historia del deporte. En 2010, como resultado de su investigación y promoción de la equidad de género en entornos educativos, recibió el prestigioso premio de "construcción de igualdad de género" de UNICEF, ONU-Mujeres y CNPq. Jorge gestiona la comunidad virtual de CEV-Genero y Deporte. https://www.westernsydney.edu.au/ics/people/school_based_researchers/jorge_knijnik


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